Já Colaboraram com o Ceres

Fernanda Borges Henrique

Departamento de Antropologia/Unicamp

Doutorado (em andamento) pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas, com bolsa da CAPES. Mestra em Antropologia Social, também pelo PPGAS/Unicamp, com financiamento da FAPESP, e graduada em Antropologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desenvolve pesquisas sobre os seguintes temas: terra, território, territorialidades e processos sociais, Etnologia Indígena. Ainda, é membro do Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena (CPEI) da UNICAMP e, na mesma universidade, integra o Centro de Estudos Rurais (CERES); e é membro de corpo editorial do periódico “Maloca- Revista de Estudos Indígenas”. 

Pesquisa atual: “Terra verde: temporalidade e pessoa kiriri”

Resumo: "A pesquisa trata do povo indígena Kiriri do Rio Verde que, vindo de Muquém do São Francisco, Oeste da Bahia, ocupou, no início de 2017, uma terra no Sul de Minas Gerais, no bairro rural Rio Verde, município de Caldas/MG. A permissão para permanecer na localidade, que tem seu proprietário legal o estado mineiro, foi concedida pelo verdadeiro dono da terra: um antigo Tapuia que apareceu na Ciência. É também na Ciência, momento em que os Kiriri entram em contato com seus encantados, que a pessoa kiriri é construída. Ainda, como dizem, a criança kiriri que nasce, é batizada e cresce no Rio Verde, participando dos rituais da Ciência e do Toré, poderá contar melhor a história do lugar. Assim, objetiva-se compreender como a construção da pessoa se vincula à terra e à historicidade própria dos Kiriri, evidenciando uma temporalidade específica. Pretende-se compreender de que maneira a construção da pessoa está intimamente ligada aos rituais, momento em que a política kiriri é evidenciada. Ademais, para se construir enquanto liderança, o chefe kiriri do Rio Verde saiu de Muquém do São Francisco, caminhando em busca de uma nova terra para seu povo. Depois de encontrar a terra verde no Sul de Minas Gerais, a liderança afirma estar começando sua história agora e que querem que contem sua história do Sul-mineiro em diante. Assim, temos uma articulação entre tempo, terra, caminhar e a construção de lideranças que se fazem no caminho. Assim, a pesquisa visa explorar a equação terra, pessoa e tempo."

Orientador/a:  Emília Pietrafesa de Godoi

 

 

Ana Carolina Oliveira Marcucci

Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/Unicamp

Mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Estadual de Campinas, com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq. Bacharela em Antropologia e licenciada em Ciências Sociais na mesma instituição. É vinculada ao Centro de Estudos Rurais (Ceres) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp e colabora com a Revista do Centro de Estudos Rurais (Ruris). Atua na área de Antropologia, com interesse em: políticas públicas, conhecimentos tradicionais, patrimônio e agricultura.

Pesquisa atual: “'Tá na hora da roça' temporalidades, atores e a patrimonialização do Sistema Agrícola Tradicional quilombola do Vale do Ribeira- SP.”

Resumo: “A campanha ‘Tá na Hora da Roça’, promovida pelo Instituto Socioambiental em parceria com as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira foi iniciada com objetivo de pressionar o governo de SP a autorizar a emissão das licenças de supressão de vegetação e respeitar o tempo de envio das autorizações para a abertura das roças de coivara pelas comunidades. O objetivo deste projeto é analisar as distintas temporalidades que compõem a roça de coivara, sendo esta um espaço privilegiado para evidenciar modos de vida múltiplos e ampliados, permitindo o encontro e a circulação de pessoas, animais, plantas, terra, fogo, rio, memórias, papéis (documentos, multas, títulos), etc. Em nível de hipótese, procuro olhar para a roça de coivara e seus distintos tempos como um fazer político das comunidades quilombolas, desencadeando processos de reivindicação de direitos específicos e singulares como a patrimonialização do SAT quilombola, e como este pode vir a atuar na luta dessa população pela permanência e uso do território, e na adequação de políticas públicas, como as licenças ambientais. Portanto, busco investigar a roça de coivara quilombola a partir das disputas de concepção de natureza e conservação.”

Orientador/a: Nashieli Cecilia Rangel Loera

 

Ana de Francesco

Mestranda em Antropologia Social

André Pires

Doutor em Ciências Sociais - Unicamp

Angelo Antonio Pires de Oliveira

Doutorando em Filosofia

Licenciado (2014), bacharel (2016) e mestre (2017) em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Sob a orientação do Professor Christof Rapp, realizou estágios de pesquisa no mestrado e no doutorado na Munich School of Ancient Philosophy (MUSAPH), centro de pesquisa vinculado à Ludwig-Maximilians-Universität München (LMU), Alemanha, com financiamento da FAPESP. Atualmente, é doutorando em filosofia na UNICAMP, dedicando-se ao estudo da filosofia grega clássica, em especial Aristóteles.

Antonio Eustáquio de Moura

Doutor em Ciências Sociais - Unicamp

Antonio Marcos Pereira dos Santos

Doutorando em Ciências Sociais/Unicamp

Doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas. Fez mestrado em Ciência Política pela mesma universidade e graduação em Ciências Sociais na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Desenvolve pesquisas sobre os seguintes temas: políticas agrárias, agronegócio, desenvolvimento, instituições políticas, interesses e decisões políticas institucionais (no campo da Ciência Política e Sociologia Rural) é membro pesquisador do Centro de Estudos Rurais - CERES/Unicamp. 

Pesquisa atual: “Formas e processos políticos do agronegócio brasileiro: articulações de interesses e decisões políticas institucionais nas cadeias produtivas de soja e carne."

Resumo: "Evidências históricas mostram que o pacto político de configuração do agronegócio resultou do ajuste da conjuntura internacional com os interesses políticos e econômicos do setor produtivo coordenados por atores políticos de uma ampla concertação política do setor. Dessa forma, a questão central colocada aqui é como a agenda política governamental brasileira dos últimos 16 anos (2002 – 1018) foi reconfigurada favoravelmente à reestruturação da economia política do agronegócio como modelo de desenvolvimento em detrimento de uma política de reforma agrária. Ou seja, como e por que a agenda governamental deliberou proposições favorável ao modelo de desenvolvimento pautado na economia política do agronegócio. Para esse fim, cabe explorar os detalhes da configuração institucional que condicionaram as formas e processos de institucionalização da economia política da agropecuária brasileira na agenda legislativa decisória. Tomamos como objetivo os seguintes pontos: 1) Caracterizar a configuração que levou a consolidação e institucionalização da agenda legislativa do agronegócio ao status de política pública priorizada pelo estado; 2) Identificar em que momento político e, sob quais condicionantes a conjugação de interesses do setor agropecuário brasileiro se apesenta como parte do projeto político do social-desenvolvimentismo; 3) Especificar quais e como determinadas mudanças institucionais de execução do projeto político de desenvolvimento contemplou a configuração institucional de reestruturação do agronegócio na esfera estatal; 4) Identificar social e politicamente os atores políticos centrais (organização, entidade de classe, cargos, partidos, bancada, status, poder de veto) no processo de elaboração e deliberação das decisões políticas aceca das principais commodities agrícolas (soja e carne) do processo políticos de reestruturação agronegócio entre 2002 e 2018; 5) Explicar qual foi o papel do Estado na configuração política e institucional de inserção das demandas de reestruturação do agronegócio no projeto político de desenvolvimento do período recente."

Orientador/a: Nashieli Cecilia Rangel Loera  

 

Bárbara Luisa Fernandes Pires

Departamento de Sociologia/Unicamp

Doutoranda em Sociologia, com bolsa Capes, pela Universidade Estadual de Campinas. Possui mestrado em Sociologia (2019), com bolsa Fapesp, e bacharel em Ciências Sociais (2016), todos pela Universidade Estadual de Campinas. Foi bolsista de iniciação científica Pibic/Unicamp (2015-2016) e atuou como bolsista SAE no Centro de Estudos Rurais (CERES/IFCH) na organização do arquivo do Prof. Dr. Mauro W. Barbosa Almeida, sob supervisão da Profa. Dra. Nashieli Rangel Loera, entre os anos 2015 e 2016. Desenvolve pesquisa nos seguintes temas: pensamento social brasileiro e gênero.

 

Carlos Eduardo Machado

Departamento de Antropologia/Unicamp

Doutorado (em andamento) pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas, com bolsa da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Fez mestrado e graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Em 2013, recebeu o prêmio de melhor monografia na categoria Jovénes Investigadores da Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul (ACSRM), resultado da pesquisa de Iniciação Científica, financiada pela FAPESP, intitulada “Os santos de casa: um estudo sobre família, comunidade e religião no menor município brasileiro”. É pesquisador do Centro de Estudos Rurais (CERES) e membro do corpo editorial da RURIS - Revista do Centro de Estudos Rurais. Seus interesses de pesquisa versam sobre os seguintes temas: cultura popular, ruralidades, rituais e religiosidade.

Pesquisa atual: “A ‘arte do rodeio’: uma etnografia da Festa do Peão de Barretos/SP.”

Resumo: “O objetivo desta pesquisa é explorar, a partir de uma perspectiva antropológica, um conjunto de práticas e sentidos que envolvem o mundo do rodeio no Brasil. Nos últimos anos, nota-se uma crescente valorização em torno das festas de rodeio (ou festas do peão), feiras agrícolas, exposições de animais, entre outros eventos ligados ao agronegócio. De longa tradição no meio rural brasileiro, as festas de rodeio, em particular, se transformaram em bens simbólicos altamente rentáveis no mundo do entretenimento e no negócio das culturas populares a partir de meados da década de 1980. Mais recentemente, os rodeios – assim como as vaquejadas – foram reconhecidos pelo Estado brasileiro como manifestações culturais do patrimônio cultural imaterial. Ainda que permeadas de controvérsias acerca de seu valor cultural, especialmente por causa das acusações de maus tratos aos animais nas competições de rodeios, essas festas ganharam legitimidade e assumiram, na esfera pública, a expressão política de um contexto mais amplo marcado por ideologias e disputas em torno de uma determinada noção de “cultura”.  Como porta de entrada para compreender esse universo, lança-se mão da expressão “arte do rodeio”, enquanto categoria nativa, a fim de problematizar questões relativas à noção de “cultura popular” e suas dimensões políticas. Para isto, realiza-se um levantamento etnográfico da Festa do Peão Boiadeiro de Barretos, um megaevento country que ocorre anualmente no interior do estado de São Paulo.” 

Orientador/a: Nashieli Cecilia Rangel Loera.

 

Diego Santiago Ortiz López

Departamento de Antropologia/Unicamp

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (2015), bacharelado em Ciências Sociais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e é mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Possui especialização no curso "Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo"  na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fez graduação em Ciências Sociais e Ciências Econômicas, ambas pela UNICAMP. Desenvolve pesquisas  relacionadas à Sociologia e Antropologia das Crianças e Infância(s), brincadeiras e brinquedos, impactos socioambientais da implementação e operação de barragens, assim como conflitos sociais envolvendo a disputa por terra, território, água e energia.

Pesquisa atual: “O Bento das crianças : o (re)fazer da vida após o rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG).”

Resumo: “Este trabalho visa analisar o modo como as crianças atingidas por barragens de Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana-MG, refazem suas vidas após o rompimento da barragem de Fundão. Explora-se etnograficamente como a partir das crianças é possível compreender o conflito social derivado desse crime, tendo em vista que as crianças são sujeitos centrais na disputa e negociação dos processos de reparação, assim como também o são os espaços frequentados por elas, um deles a escola. Investiga-se a trama de relações sociais em Mariana (MG) em torno da questão das reparações, na qual se entrelaçam os atores e as noções de crianças, família, escola, casa, Fundação Renova, Bento, Mariana e Estado. A partir destas relações são colocados em disputa os modos de gestionar a vida dessas crianças e a forma como estas refletem sobre sua própria experiência após o rompimento da barragem. Dessa forma, busca-se compreender as maneiras através das quais os moradores de Bento, e em particular as crianças por meio das suas brincadeiras, refazem suas vidas, destacando como as categorias mobilizadas de ‘criança’, ‘atingido’ e ‘família’ são moldadas e construídas neste contexto etnográfico.”

Orientador/a: Nashieli Cecilia Rangel Loera

 

In Memoriam
Arsenio Oswaldo Sevá Filho

Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica / Unicamp

Obteve em 1982 o Doctorat ès-Lettres et Sciences Humaines na Universidade de Paris-I Panthéon-Sorbonne, com pesquisa sobre os aspectos políticos e geográficos dos investimentos internacionais em eletricidade, mineração e metalurgia, feita no Laboratoire de Géographie Humaine et Organisation du Territoire. Em 1988, obteve por concurso o titulo de Livre-Docente na área de Mudança Tecnológica e Transformações Sociais , do Instituto de Geociências da Unicamp. Em 2007 e 2008, foi credenciado como docente participante nos cursos de pós-graduação no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, respectivamente na Antropologia Social na área de concentração Processos Sociais e Territorialidades e em Ciências Sociais - na área de concentração Processos Sociais, Identidades e Representações no Mundo Rural . Em 31 de outubro de 2012, aposentou-se, como professor associado MS-5 do Departamento de Energia da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp; onde , de 1991 a 2007, integrou o corpo docente pleno na área de pós-graduação em Planejamento Energético, tendo criado a disciplina Energia, Sociedade e Meio Ambiente e a linha de pesquisa correspondente, na qual orientou várias teses de Doutorado e dissertações de Mestrado. Nas últimas décadas tem feito extensão universitária colaborando com entidades ambientalistas, indígenas, de populações atingidas por barragens e por outras instalações energéticas, com sindicatos de trabalhadores e com o Ministério Público. Formou-se na graduação em 1971 na Engenharia Mecânica da Politécnica da USP, e obteve o Mestrado na mesma especialidade na COPPE/UFRJ em 1974, tendo sido inicialmente professor de Engenharia na UFRJ e na UFPB em João Pessoa. Em 1975 e parte de 1976, trabalhou comissionado no Ministério de Educação e Cultura, no então Departamento de Assuntos Universitários.

Carlos Rodrigues Brandão

Departamento de Antropologia/Unicamp

Licenciado em psicologia e Psicólogo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1965); mestre em antropologia pela Universidade de Brasília (1974). doutor em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (1980); livre docente em antropologia do simbolismo pela Universidade Estadual de Campinas. Realizou pós-doutorado na Universidade de Perugia e na Universidade de Santiago de Compostela. É "fellow" do St. Edmund's College da Universidade de Cambridge. Atualmente é professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), professor colaborador do POSGEO da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e professor visitante da Universidade Estadual de Goiás. Possui experiência na área de antropologia, com ênfase em antropologia camponesa, antropologia da religião, cultura popular, etnia e educação, com foco na educação popular. É Comendador do Mérito Científico pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, doutor honoris causa pela Universidade Federal de Goiás, doutor honoris causa pela Universidad Nacional de Lujan (Argentina), professor emérito da Universidade Federal de Uberlândia, e professor emérito da Universidade Estadual de Campinas. Escreveu artigos e livros nas áreas de antropologia, educação e literatura. 

Para dados sobre livros e artigos, consultar LIVRO LIVRE, em: www.apartilhadavida.blogspot.com