Departamento de Antropologia/Unicamp
Doutorado (em andamento) pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas, com bolsa da CAPES. Mestra em Antropologia Social, também pelo PPGAS/Unicamp, com financiamento da FAPESP, e graduada em Antropologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desenvolve pesquisas sobre os seguintes temas: terra, território, territorialidades e processos sociais, Etnologia Indígena. Ainda, é membro do Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena (CPEI) da UNICAMP e, na mesma universidade, integra o Centro de Estudos Rurais (CERES); e é membro de corpo editorial do periódico “Maloca- Revista de Estudos Indígenas”.
Pesquisa atual: “Terra verde: temporalidade e pessoa kiriri”
Resumo: "A pesquisa trata do povo indígena Kiriri do Rio Verde que, vindo de Muquém do São Francisco, Oeste da Bahia, ocupou, no início de 2017, uma terra no Sul de Minas Gerais, no bairro rural Rio Verde, município de Caldas/MG. A permissão para permanecer na localidade, que tem seu proprietário legal o estado mineiro, foi concedida pelo verdadeiro dono da terra: um antigo Tapuia que apareceu na Ciência. É também na Ciência, momento em que os Kiriri entram em contato com seus encantados, que a pessoa kiriri é construída. Ainda, como dizem, a criança kiriri que nasce, é batizada e cresce no Rio Verde, participando dos rituais da Ciência e do Toré, poderá contar melhor a história do lugar. Assim, objetiva-se compreender como a construção da pessoa se vincula à terra e à historicidade própria dos Kiriri, evidenciando uma temporalidade específica. Pretende-se compreender de que maneira a construção da pessoa está intimamente ligada aos rituais, momento em que a política kiriri é evidenciada. Ademais, para se construir enquanto liderança, o chefe kiriri do Rio Verde saiu de Muquém do São Francisco, caminhando em busca de uma nova terra para seu povo. Depois de encontrar a terra verde no Sul de Minas Gerais, a liderança afirma estar começando sua história agora e que querem que contem sua história do Sul-mineiro em diante. Assim, temos uma articulação entre tempo, terra, caminhar e a construção de lideranças que se fazem no caminho. Assim, a pesquisa visa explorar a equação terra, pessoa e tempo."
Orientador/a: Emília Pietrafesa de Godoi
